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há mar em mim

18
Abr19

#8 Traçados dos dias

C.S.

E parece que mesmo com tanta polémica e desgraça o tempo não cede. Ele corre independentemente das nossas loucuras. Estamos à beira de um feriado. Espero, sinceramente, que as pessoas furiosas, com tudo e todos, usem estes dias para aprenderem a ser um pouco mais relaxadas. A sério. Tanta amargura faz mal. 

 

Eu vou passar a Páscoa em casa, com o A., e depois iremos uns dias a Marraquexe. Estamos a precisar de uma pausa. Vamos para Marraquexe absorver outra cultura, cheiros, cores e sabores. Um caos ordenado, naquela que dizem ser uma das cidades mais autenticas de Marrocos.

Será a nossa primeira vez neste país e aceito qualquer dica que me queiram dar. 

(Imagem aqui)

 

Até lá o meu plano é aproveitar estes dias sem trabalho para descansar bastante, porque este 2019 tem passado a correr e eu não o tenho estado a aproveitar como deve ser. O tempo tem-me fugido. Tenho andado consumida em trabalho e agora quero redimir-me. Dormir. Parar para fazer o que gosto. Inspirar e expirar, simplesmente, sem pressões, sem prazos, sem a sensação da corda ao pescoço ou o tapete que nos pode ser puxado a qualquer momento. Sim, vou aproveitar estes dias para estar presente. Presente para mim própria. 

 

Deixo-vos com esta música que acho contagiante e que me faz sempre subir o volume. 

 

 

Beijinhos, gente gira!

04
Abr18

A minha Páscoa e outras tantas coisas

C.S.

Caramba!

Parece que passaram várias semanas desde que vim visitar-vos pela última vez...

Desculpem a interjeição, mas a admiração é genuína. 

Como têm estado?

 

Eu não tenho vindo cá porque tive uma Páscoa maravilhosa, dei um saltinho a Cabo Verde e tenho estado a aproveitar o sol, a praia e as coisas boas da vida... 

 

Era tão giro que esta fosse a realidade...

Agora mostrava-vos umas fotos fantásticas, daquelas de fazer inveja a qualquer ser humano com sentimentos, sabem?

Acontece que a realidade é muito menos colorida e um pouco mais dolorosa. 

 

Segunda, terça e quarta, da semana passada, foram uma verdadeira loucura em termos de trabalho, é sempre assim em finais de períodos escolares, mas houve ainda um acontecimento inesperado que me obrigou a fazer umas horas extra e a aguentar uma dose de stress que também não estava prevista.

Resultado? Na quinta-feira necessitei de ajuda para sair da cama. Porquê? Porque os meus músculos do pescoço e costas decidiram reclamar comigo e deixaram de colaborar. "Toma lá um torcicolo sem precedentes que é para aprenderes a abrandar", pensaram eles. E atiraram-me para uma ida ao hospital e uns dias a meio (muito meio, mesmo!) gás. 

Mas nem tudo foi mau, tive a companhia da minha irmã e sobrinha e os mimos do A., claro. 

 

Ontem foi o dia que decidi regressar ao vosso convívio. Pelo menos foi o que eu tinha planeado, mas a fibra cá de casa trocou-me as voltas e fiquei sem internet e sem tv. Lindo!... Felizmente o assunto foi resolvido hoje, ao início da tarde. 

 

No entanto, de certa forma, ontem foi mesmo o dia em que regressei ao Sapo, não aqui no há mar em mim, mas no blog do João Freitas Farinha. Estive por lá com um conto. Leram? Se não leram ainda vão a tempo. Passem por lá... 

 

Que saudades que tinha da vossa companhia!...

 

P_20180404_164743_BF_1_2.jpg

 

 

18
Abr17

Cá por casa...

C.S.

Falei-vos no domingo de uma das tradições que não falta na minha Páscoa.

Cá em casa celebramos sempre esta quadra, em família, e nunca pode faltar o folar, o borrego e uma ida ao campo, este último, um costume alentejano que leva muitas famílias a fazer piqueniques (para não dizer verdadeiros banquetes) nesta altura do ano. Contudo, devo confessar-vos que a minha família, ainda que seja católica, não é praticante, ou seja, não vamos muito à igreja e, parece-me a mim, cada vez mais aproveitamos as celebrações religiosas para estar juntos e festejar, isso sim, o amor que nos une. É mau? É bom? É hipócrita? Não sei, julgarão vocês como bem entenderem.

 

Mas num país que se diz laico e que dedica metade dos seus feriados a uma única religião é difícil não sermos todos um pouco hipócritas, não acham?

 

Esta Páscoa não foi exceção, estivemos juntos (ainda que não todos, por estarem a trabalhar), comemos e divertimo-nos à nossa maneira. Imaginem que o jantar de domingo acabou em cantorias e cantorias tradicionais do Alentejo.  E nenhum de nós tem a voz afinada. Foi um fartote de rir.

Deixo-vos aqui uma das músicas que mais cantámos. Espero que gostem.

 

 

 

 

 

 

 

15
Abr17

Sou eu a única a pensar isto?

C.S.

Parece que estamos em agosto. Não, não é que as temperaturas tenham aumentado assim tanto, é que parece que todo o mundo teve a mesma ideia: vir passar a Páscoa ao Algarve.

Hoje demorei 20 minutos até conseguir pagar o pequeno almoço e comprar pão e mais 30 minutos na fila do supermercado, ouvi pessoas a gritar com funcionários dos estabelecimentos onde estive, tal como o fazem nas férias do verão, quando parece que todos veem para o Algarve cheios de direitos e nenhum dever. E ainda não eram 10:30h.

Não me comecem já a acusar de impaciente ou intolerante. Sei bem que o Algarve sobrevive, sobretudo, com receitas que provêm do turismo. Mas também sei que quem cá anda o ano todo, independentemente de ser Algarvio ou não, merece ser bem tratado. E com isto quero dizer que as pessoas têm de saber respeitar quem os está a servir. O respeitinho é muito bonito, é algo que os meus pais me ensinaram desde cedo.

 

(Imagem aqui)

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