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há mar em mim

15
Jan19

15 de janeiro é o dia do meu Pai

C.S.

Faz hoje anos o meu pai. Gosto tanto dele. 

É um homem simples. Sempre quis coisas simples da vida, mas nem sempre a vida lhe sorriu. 

Tem os valores certos e soube transmiti-los. A mim, à minha irmã, à minha sobrinha. Sempre pronto a estender-nos a mão. É um pai excelente, com algumas sombras, é certo, mas quem não as tem?

Acompanhou-me sempre nos primeiros anos, diz que mudou muitas fraldas e eu acredito nele, fazia jogos comigo e entretinha-me. Disso lembro-me bem. Levou-me à escola tantas vezes. Largou uma lágrima a primeira vez que me viu com o traje universitário e também queimou as fitas comigo. Abraçou-me cheio de orgulho quando saí de casa para dar aulas pela primeira vez. Caminhou ao meu lado no altar, no dia do meu casamento, segurando-me o braço e segredando-me para ir mais devagar, quando eu parecia querer correr para o amor que me esperava. Visita-me sempre que pode e eu a ele.

Hoje vivemos longe, mas temos laços que persistem ao tempo, quanto mais à distância. 

Parabéns, Pai. 

Come uma fatia de bolo por mim. 

(Imagem aqui)

19
Mar18

Porque hoje é dia do Pai...

C.S.

Há uns tempos escrevi um texto para o blog do Triptofano . Um texto que fala de futebol e que, assim sendo, fala inevitavelmente do meu pai. 

Sendo hoje o dia do Pai decidi recuperar aqui esse texto:

 

Algures entre 1997 e 1998 a adolescente que havia em mim compreendeu que o desporto que o meu pai gostava de acompanhar, fervorosamente, era feito por jovens jeitosos, entre eles havia um que se destacava: Nuno Gomes. Foi para o ver durante 90 minutos que eu comecei a ver os jogos do Benfica. E a verdade é que após uma meia dúzia de perguntas ao meu pai eu já sabia o que era um fora-de-jogo e para que servia o quarto árbitro. Inacreditável! O que faz ter a motivação certa...
 
Quando dei por mim, eu já estava completamente embrenhada no futebol. Já não era só a carinha laroca do n.º 21 do Benfica. Era o Benfica em si, com toda a sua história, (que eu fiz questão de descobrir), e era a emoção que o futebol nos é capaz de transmitir.
 
Passei a ver religiosamente todos os jogos com o meu pai, comentava os lances e sabia bem do que falava e um dia fui à Luz. Ele levou-me à Luz. Perdemos, mas valeu a pena.
 
Caramba! Foi deslumbrante. O antigo estádio do Benfica fascinou-me e eu fiquei ainda mais envolvida. Benfiquista para sempre.
 
Depois da primeira ida à Luz seguiram-se muitas outras. Eu e o meu pai. Sempre. Bela dupla que nós fazíamos! Tenho recordações maravilhosas desses tempos. Vi, ao vivo, o último jogo do antigo estádio e tive a sorte de estar na inauguração do atual.
 
Há muitos anos que não vou à bola. A certa altura afastei-me, mas às vezes tenho muitas saudades.
 
Já disse ao meu pai que temos de repetir, como nos velhos tempos. Eu e ele. 
 
Talvez em 2018 vá à bola...
 

62017.jpg

(Imagem aqui)

 
 
 

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