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há mar em mim

22
Set17

6. Coisas parvas (que eu penso)

C.S.

Ouvi, um dia destes, num vídeo que encontrei no Youtube, Ricardo Araújo Pereira dizer que não acredita em talento. Pensei: "Caramba, se ele não acredita no talento é porque acredita que este se constrói e se conquista à custa de muito esforço e trabalho".

Contudo, imediatamente a seguir veio-me à cabeça o seguinte: "Quem também não deve acreditar em talento é o Tony, por isso apropria-se do trabalho dos outros...".

(Imagem aqui)

29
Ago17

Ainda sobre os blocos de atividades da Porto...

C.S.

Como andei ausente não me pronunciei aqui sobre isto, contudo, ontem encontrei uma opinião semelhante à minha, mas 5000x melhor e que vos vai fazer rir. Não resisti e tive de vir aqui partilhar convosco.

 

Aqui fica.

(Tem de ser assim, porque não encontrei o vídeo noutro sítio. A imagem apresentada é retirado do vídeo, portanto, do mesmo link.)

 

2017-08-28.png

 

08
Jun17

D.A.M.A., tasse?

C.S.

Estes D.A.M.A. quando apareceram fizeram-me recuar aos finais dos anos 90, pois achei-os semelhantes aos finados Excesso ou D'Arrasar, quer na falta de conteúdo das suas letras musicais, quer no aspeto de "somos muita bons e por onde passamos as miúdas não nos resistem".

Infelizmente, para mim, a rádio que oiço maioritariamente (a Comercial) gosta de lhes dar tempo de antena e quando eles aparecem lá vou eu dar um salto à M80 e ouvir um pouco a Vanda Miranda. "Quem está mal que se mude", diz o povo sabiamente e é isso mesmo que eu faço.

À parte dos meus gostos, a verdade é que este grupo tem tido sucesso a nível nacional e já tem um número considerável de pessoas que segue o trabalho que fazem, pessoas essas que são, na sua maioria (arrisco eu nesta aposta), jovens em idade escolar.

E há algo que eu acho e que pode estar relacionado com aquilo que faço, mas que para mim é fulcral. Considero que quem consegue chegar aos jovens tem uma responsabilidade acrescida, pois eles estão em idade de fortes aprendizagens e são mais suscetíveis a influências externas, portanto, dever-se-á ter um cuidado acrescido naquilo que é tornado público, sobretudo, mas redes sociais que têm um alcance enorme e rápido.

(Imagem aqui)

 Na minha opinião há uma enorme falta de humildade e também de inteligência na imagem acima. De humildade porque foram arrogantes na resposta e também no posterior pedido de desculpas. De inteligência porque, ao serem corrigidos e querendo responder, deveriam ter perdido um minuto das suas vidas para procurar a resposta correta.

"Subjuntivo"? Será que os rapazes estudaram castelhano? Aí sim, temos o modo Subjuntivo que corresponde ao nosso nacional Conjuntivo.

Já para não falar do resto... Tasse? Tá-se? Meninos e meninas, isto não é português, ok? Ambas as hipóteses estão incorretas e dão direito a perda de pontuação.

 

É caso para dizer... "Estudasses!"

(Imagem aqui)

04
Jun17

A Parrachita precisa de atenção

C.S.

Maria Vieira voltou às luzes da ribalta. Na semana passada criticou, não, ofendeu forte e feio o Salvador Sobral. Esta semana, para que não volte a cair no esquecimento, defendeu Trump. 

Não me venham dizer que a senhora não quer publicidade gratuita, porque quer. Atacou a pessoa que se tornou adorada por todos em Portugal (e não só) e saiu em defesa do vilão do momento. 

Não tenho dados concretos e também tenho de confessar que vejo pouco os canais nacionais, mas arrisco-me a dizer que a senhora há uns aninhos que anda na sombra, pouco ou nada aparece e deve ter agora começado a sentir a falta de atenção. Assim sendo, engendrou um plano para conseguir ser notícia e a verdade é que está a conseguir. Não me parece que consiga ser popular, mas que está a ter atenção, lá isso, é inegável. 

É a velha máxima: "Falem bem ou mal de mim, mas o importante é que falem". Bravo, Parrachita, continua assim. Talvez o Trump de adote como mascote. 

(Imagem aqui)

 

 

19
Jan17

A nova polémica a envolver professores

C.S.

Adoro o nosso país. Como não adorar? Portugal é um país fantástico, dono de uma enorme diversidade, apesar da sua pequenez. Tem uma costa maravilhosa e um interior sempre pronto a receber bem quem o decida visitar. Mas há coisas no nosso país que me irritam, que me magoam e que são, para mim, difíceis de compreender. Uma delas é a perseguição que há neste país aos professores. Uma profissão que em temos já foi tão digna e respeitada é vista hoje em dia como um dos parasitas da sociedade.

Na verdade não sei bem quando isto terá começado e se terá tido um único porquê ao qual possamos apontar o dedo, mas a verdade é que esta profissão parece ter-se tornado no parente de que ninguém gosta, alvo de imensas críticas, quase todas destrutivas e quase todas sem conhecimento de causa.

A mim parece-me que a opinião pública tem sido muito influenciada pelos meios de comunicação e, neste momento, está instalada mais uma polémica, que procura denegrir o trabalho dos professores na praça pública.

Quero desde já dizer que acho, como a maioria dos portugueses, que os valores que as famílias gastam em manuais escolares é absolutamente exorbitante, que acho que, à semelhança do que acontece noutros países da europa, os alunos deveriam ter acesso aos manuais de forma gratuita nas escolas públicas e que estes deveriam ter uma durabilidade muito maior do que aquela que têm.

Dito isto, tenho de vos confessar que acho uma tremenda idiotice que se ande a acusar os docentes portugueses de se deixarem comprar pelas editoras. E acho-o, pura e simplesmente, porque é uma extraordinária mentira. É verdade que antigamente as editoras ofereciam aos professores um modelo do manual do professor, para que estes pudessem escolher, tal como está previsto na lei, qual o manual com que se trabalhará em determinada escola durante um ciclo de seis anos, (creio). Hoje em dia as coisas já não funcionam assim, as editoras não oferecem o manual a todos os professores que lecionam aquela disciplina, disponibilizam-no aos que participam numa pequena ação de formação e, aí sim, depois disso têm acesso, única e exclusivamente, ao manual, que muitas vezes nem é uma versão concluída. Nada de iPads, iPhones, viagens ou manuais para os filhos.

Não me interpretem mal, não estou a defender as editoras e muito menos a dizer que a forma como este mercado se desenvolve em Portugal é a mais correta. Acho que as editoras, com o aval do ministério da educação, têm nos manuais escolares uma mina de ouro. O que estou a tentar explicar é que acusar todos os professores portugueses de se deixarem comprar pelas editoras é uma completa palermice. Muito longe da realidade e sem qualquer fundo de razão.

Basta que visitem a escola pública que tenham mais perto da vossa residência e vejam o que por lá se passa. Depois contam-me se o que viram por lá foram professores que vivem de forma desafogada, envoltos em novas tecnologias e produtos topo de gama, ou se, por sua vez, se depararam com pessoas que fazem o melhor que podem e sabem, com os meios que as escolas lhes disponibilizam, que têm um número de fotocópias limitado por ano letivo, que muitas vezes levam o seu computador pessoal para poderem trabalhar em condições e, até, tantas vezes levam marmita com comida que aquecem no micro-ondas da sala de professores, se por acaso, existir esse luxo, para puderem poupar algum dinheiro, que acabam por gastar em gasóleo, devido à distância a que trabalham das suas casas.

dia_escola.jpg

 

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