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há mar em mim

03
Dez20

Que sejamos pacíficos, mas não dormentes

C.S.

Ontem, a propósito do post que escrevi, uma amiga enviou-me mensagem já tarde. E escreveu: "Ninguém se importa. Toda a gente sabe. Toda a gente anda descontente, mas ninguém se importa.". Fiquei a trocar mensagens com ela até tarde e hoje acordei a pensar no assunto. 

Realmente não nos importamos? Ou temos sido convencidos de que não adianta levantar a voz porque nada vai mudar?

Ano após anos saem notícias onde se valoriza o facto dos portugueses serem pacíficos. E ainda bem. Gosto de viver num país onde não existem grandes conflitos.

Mas pacífico não é o mesmo que dormente. E nós neste momento estamos letárgicos. E não é mais fácil governar quem não reclama? Não é mais fácil aplicar o dinheiro público erradamente quando não há reação? Não é mais simples deixar cair os pilares de uma sociedade, (Saúde, Educação e Justiça), quando ninguém se parece importar? Não dá mais azo a que haja corrupção quando toda a gente finge que não vê? 

A minha grande questão é:

Porque permitimos que tal aconteça?

 

Existe em Portugal uma descrença enorme na classe política. Da direita à esquerda ninguém nos convence. Eu sei, porque sinto o mesmo. Mas se calhar está na hora de entender que a abstenção, (que não para de aumentar), não é a forma certa de reagir, porque nos tem conduzido aqui. A lugar nenhum. Se calhar está na hora de começarmos a pensar no que poderemos fazer, todos nós, cidadãos deste país que a cada dia afunda mais um pouco, para que algo mude. 

Tal como disse ontem, aceitam-se sugestões. Comecemos a debater, a falar mais, a fazer-nos ouvir. 

02
Dez20

Notícias que me estragam o dia

C.S.

Todos sabemos que, com esta pandemia, vamos entrar numa crise económica superior à de 2008. Sabemos que vivemos num país que, não contando com prémios de turismo ou resultados futebolísticos, anda sempre na cauda da Europa. Um país que não tem verbas para a cultura, que ignora as dificuldades que os setores da restauração e do divertimento noturno atravessam, que fingiu que reforçou o SNS, que tem escolas com amianto, sem aquecimento e onde chove (sim! é verdade, asseguro-vos), que não tem creches nem lares suficientes, etc. Mas que continua a financiar bancos e que vai dar 11 milhões de euros para um evento que se está a realizar online, Web Summit. Sim, é verdade. 

E isto é revoltante. É desesperante. Porque não consigo deixar de sentir que neste país estão constantemente a gozar comigo. Connosco. Com cada um de nós. 

"Portugal é pobre."

"Apertem o cinto."

"Cada português tem uma dívida de x euros."

Quantas vezes já ouvimos estas frases? Quantas vezes mais iremos ouvi-las? 

Quando teremos coragem para dizer que basta? Estamos fartos. 

E sabem o que é que eu sinto? Verdadeiramente? Que não é uma questão de políticos mais à esquerda ou mais à direita, porque todos eles parecem ingorar-nos. Esquecer-nos quando se sentam na Assembleia.

E se assim é o que nos sobra? Provavelmente juntarmo-nos e fazermo-nos ouvir. Aceitam-se ideias. 

 

 

 

16
Ago19

Podia ser sempre assim...

C.S.

Hoje, enquanto tomava o meu pequeno-almoço, já algo tardio, ia lendo, como habitualmente, as manchetes do dia e eis que surge uma que dizia:

Ficaram colocados 24 mil professores. Listas nunca saíram tão cedo.

 

Ai ficaram? Pensei eu.

E fiquei ali a pestanejar enquanto tentava raciocinar. E eis que se fez luz. Seria possível que as listas de colocação já tivessem saído? Elas que saem sempre no final de agosto/princípio de setembro?! E lá fui, desconfiada, ao site da DGAE.

E lá estavam elas. 

Sexta-feira. 16 de agosto. Nunca as listas de colocação de professores saíram tão cedo.

Dirão as más línguas que o governo tentou desviar as atenções da greve. Ou que como é ano de eleições procuram sempre ficar bem vistos. 

Independentemente da razão, a verdade é que a manchete não podia estar mais certa. Nunca as listas saíram tão cedo. O que significa que nunca antes os professores, (contratados, entenda-se), tiveram a oportunidade de gozar parte das suas férias com a tranquilidade de saber o seu futuro. Nunca tiveram tanto tempo para procurar casa ou saber em que escola terão de matricular os seus filhos. 

Portanto, mesmo que exista uma razão política obscura para a saída das listas muito mais cedo do que o previsto, a verdade é que ficamos todos a ganhar com isso. É muito mais fácil garantir um arranque de ano letivo tranquilo, sabendo os docentes de antemão onde serão precisos. 

(Imagem aqui)

 

Quanto a mim, fiquei a saber que este ano faço falta pertinho de casa. Ainda bem. 

 

Agora? Agora vou gozar verdadeiramente as minhas férias. 

 

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