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há mar em mim

05
Set17

5. Coisas parvas (que eu penso)

C.S.

- Meus amigos, tenho praticamente 100% de certeza que no IKEA os parques de estacionamento têm câmaras de vigilância.

- Com que intuito, C.S.?

- Com a intenção de ver as figuras tristes que os seus cliente fazem a tentar colocar a mercadoria no carro.

(Imagem aqui)

 

Ontem eu e o A. fartámo-nos de suar para conseguir trazer uma cama que fomos comprar e eu só pensava que alguém estaria a assistir àquela cena e a "gozar bem o prato".

Mas conseguímos!

 

 

Cada vez que vou ao IKEA lembro-me da primeira vez que o fiz e o que me marcou na altura foi ver um casal a olhar, com total desalento, para um sofá que havia acabado de adquirir e para o seu pequeno carro. Não sei como eles resolveram a questão, mas digo-vos que, a menos que tenham serrado o carro, o sofá não saiu do estacionamento.

 

02
Set17

Sobre a importância de nunca desistir

C.S.

Há uns meses falei-vos deste filme, que adorei, e hoje, ao deparar-me com esta notícia, fiquei comovida. Lembrei-me imediatamente do filme, claro, e não só.

Creio que é a capacidade de resiliência na sua máxima forma.

Alguém tão jovem receber um diagnóstico tão duro deve ser terrível. Assustador. E muitas vezes solitário.

Há uma pessoa de quem gosto muito que teve de passar por isso, igualmente jovem, e que respondeu da melhor forma possível. Com força e determinação. É alguém completamente apaixonado pela vida, que sabe que baixar os braços não é opção.

 

Parece-me uma ótima mensagem para um sábado. Às vezes queixamo-nos de barriga cheia, quando devíamos estar a aproveitar cada minuto.

(Imagem aqui)

Bom sábado! Bom fim-de-semana!

06
Jun17

Vou-vos dar um pouco mais de mim

C.S.

Este blog fará esta semana 5 meses. Parece-me muito, mas ao mesmo tempo tão pouco.

Os números valem o que valem, até porque a mim sempre foram as palavras que me cativaram. Contudo, 21542 visualizações e quase 3000 comentários depois apetece-me contar-vos algo que desde o início não sabia bem se o queria fazer ou não.

Prende-se com a minha profissão. Aquela que escolhi e na qual tenho trabalhado (por sorte!) desde que me licenciei. Aquela que me faz vivenciar sentimentos completamente contraditórios. Aquela que me faz sair da cama, mas que também me dá, tantas vezes, vontade de atirar com a toalha ao chão.

Digo-vos que acho que é uma das profissões mais incompreendidas atualmente em Portugal, (pelo menos é o que eu sinto), e uma das que a opinião pública mais gosta de julgar.

É uma profissão à qual ninguém se pode entregar apenas pela metade, exige diariamente que estejamos a 100% e se não estivermos temos de fazer para estar.

Também considero que é uma das profissões em que mais somos julgados por ser jovens e, estando nessa condição, temos sempre algo a provar e a garantia de olhares constantemente desconfiados.

Faço o que faço há 7 anos. Não é muito, mas também não é pouco. Já bati muitas vezes com a cabeça, já aprendi a defender mais os meus direitos e a fazer-me ouvir. Construi uma carapaça sobre tantos aspetos e ainda tenho tantos degraus por subir...

No Há mar em mim já vos confessei que gostava de mudar de rumo e, no entanto, não sei bem se o conseguiria fazer. Às vezes ambiciono a mais do que aquilo que sei que posso. É mau? É bom? É o que é...

 

Nunca fui daquelas meninas que sempre soube o que queria fazer, mas no primeiro dia em que trabalhei na minha área senti-me feliz e realizada. Hoje já não vivo com o entusiasmo dos primeiros tempos. Claro, todos os amores evoluem para algo diferente, depois da fase da paixão desenfreada.

Hoje estou mais consciente das virtudes e defeitos da minha profissão. E atualmente encontro-lhe mais defeitos, devo confessar.

 

(Neste momento adorava saber se alguém já saberá aquilo que eu faço...)

 

Falta-me explicar-vos o porquê de não estar segura de querer ou não revelar-vos esta parte da minha vida. Quando criei o blog estava num momento em que me sentia mal comigo própria e este mal-estar foi causado, totalmente, por questões profissionais, pois a minha vida pessoal, felizmente, estava e está de vento em popa.

Não sabia se iria abordar aqui algo relacionado com o meu âmbito profissional. Mas sobretudo não sabia se vocês quereriam voltar aqui ou ler-me da mesma forma se soubessem o que faço. É um absurdo, eu sei. Dirão alguns que estou a hiperbolizar, mas acreditem que foi o que genuinamente pensei.

Então porquê dar este passo?

Digamos que este blog se está realmente a tornar uma extensão de mim, uma espécie de diário, e ignorar aquilo que ocupa 12 horas do meu dia parece-me que não faz qualquer sentido. Assim, hoje de tarde dir-vos-ei o que faço. Até lá podem, se se quiserem dar a esse trabalho, fazer as vossas apostas nos comentários.

 

 (Imagem aqui)

 

 

28
Jan17

E eu suspiro...

C.S.

O Natal parece que foi há uma eternidade, vivemos o pico da gripe, janeiro arrasta-se e o frio faz-nos tremer.

E eu suspiro.

As notícias na televisão são tudo aquilo que não queríamos, o Trump está a cumprir com o que prometeu e a Europa parece ignorar cada vez mais o problema dos refugiados.

E eu suspiro.

A conta do supermercado cada vez mais pesada, o trabalho cada vez menos motivador e à nossa volta cada vez mais caras fechadas.

E eu suspiro.

Inspiro e Expiro e penso em agosto.

Penso nas férias, na areia quente, na água fresca, nos gelados, no silêncio que ouço quando mergulho e nos sorrisos de todos.

Penso onde gostava de ir e onde irei na realidade.

E suspiro.

Bali, Varadero, Samaná, Ilha do Sal, Puket...

Fecho os olhos, imagino e suspiro.

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