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há mar em mim

19
Jan20

Sobre o que não é

C.S.

Quando decidi perder peso meti na cabeça que compraria umas jardineiras de ganga e um biquíni novo. 15kg. 15kg e compro as jardineiras. 
Perdi 7kg, 10kg, 14kg, 20kg. 20kg desde abril de 2019. E ainda não comprei as jardineiras. Nem o biquíni. 
Mas há dias fui mostrar umas análises à minha ginecologista e ela disse: "neste momento há zero risco de ter diabetes, na verdade está muito saudável". E eu sorri. Sorri para mim mesma.
Afinal isto não é sobre roupa. 

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18
Nov19

À segunda sejamos positivos...

C.S.

Tenho 33 anos e a sorte de ter (ainda) poucas rugas. Mas tenho uma na testa bem acentuada.

Eu que sou uma pessoa bastante otimista devo concentrar naquele pedaço do meu rosto, entre as sobrancelhas, todas as minhas preocupações. Mas não faz mal. Já a aceitei. É minha.

Começo a compreender que é bom termos marcas do tempo que passa por nós, porque afinal nós somos passageiros e quanto mais o tempo passa por nós, mais nós ganhamos. Isso mesmo, leram bem, ganhamos. Não andamos cá a perder a juventude, andamos cá a ganhar identidade, experiências e sonhos.

Não se deixem enganar. Quem menos teme o tempo, melhor o aproveita. Parece-me claro agora. 

Querem um conselho?

Em caso de dúvida, façam sempre o que vos apetecer. 

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Boa semana!

14
Nov19

A nossa casa

C.S.

A nossa casa deve ser dos locais onde nos sentimos mais seguros, mais confortáveis e onde o nosso comportamento deve ser o mais natural. Não sei qual a vossa opinião, mas eu julgo que a decoração de uma casa contribui em muito para isto, pois reflete quem somos. 

Hoje em dia existem imensas pessoas que são apologistas e praticantes do minimalismo e eu compreendo esse movimento e gosto dos seus princípios. Por exemplo, para mim não faz sentido ter coisas em casa que não usamos, como loiça, toalhas de mesa, etc. Mas no que toca à decoração não sei se a minha casa é minimalista, porque eu tenho objetos cuja única função é lembrar-me de um local onde estive ou de um momento que vivi. Resumindo: têm a função de me fazer feliz. 

Quando recebo pessoas, pela primeira vez, é comum dizerem-me que a decoração da casa é minha cara e este comentário deixa-me feliz, porque significa que consegui tornar uma casa que estou a pagar ao banco em minha. Tornou-se pessoal. Especial. É a minha casa e a casa do A., sem dúvida. E ainda que possam dizer que é a minha cara, também tem muito do A. nela, todos os móveis foram escolhidos pelos dois, não fazia sentido ser de outra forma, já a paleta de cores pode ter partido mais de mim, mas há toques que são só dele. 

Um dia destes, sabendo do fascínio que eu tenho por luzinhas, decidiu incorporar na estante dos livros umas luzes que tínhamos guardadas e que ainda não havíamos decidido onde colocá-las. E ficaram perfeitas. 

A nossa casa, que já temos há quatro anos, está mais nossa que nunca. Tem móveis de linhas modernas e aqui e ali tem objetos de decoração vintage. Tem souvenirs que compramos quando estamos de férias e algumas fotos, tem luzes e luzinhas e velas e no inverno tem sempre mantas no sofá... 

Ainda não está completa, tal como a nossa história, vai-se completando aos poucos e ficando cada vez melhor. 

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E a vossa casa? O que diz de vocês? 

11
Nov19

Dançar como se ninguém nos visse

C.S.

Hoje o Miguel Araújo foi às manhãs da rádio Comercial estrear a sua música nova e tentar pôr o país a dançar. Sem vergonha. Sem preconceitos. Sem autocríticas destrutivas. 

Eu gosto muito das músicas do Miguel. As suas letras cheias de conteúdo cativam-me sempre. E esta não foi exceção. Até porque identifico-me imenso com a mensagem da canção. 

Quem me dera poder ir aos anos 90 e mostrá-la à miúda que fui. Dizer-lhe "ouve com atenção, não te julgues tanto, não te acanhes, nem tenhas medo". Podia ser que a miúda não se sentisse um bicho tão raro e solitário durante a adolescência. Ou então não faria diferença nenhuma, que os adolescentes são uma espécie muito difícil de compreender, pior que as mulheres. Nunca saberemos...

Porém, compreendo hoje que uma das enormes vantagens de que o tempo passe por nós é relativizar. Entender que há preocupações muito maiores do que a nossa forma desengonçada de dançar. E por isso não faz sentido deixar de fazer algo que gostamos ou que nos apetece fazer apenas porque temos vergonha ou porque achamos que os outros nos vão julgar. Não! Chega de dizer que não somos capazes, que não temos jeito ou que não é para nós. É, se quisermos. 

Não vamos virar experts, mas seremos pessoas mais divertidas e felizes. 

Crescer é livrarmo-nos das amarras da nossa consciência. E é tão libertador! 

 

Como se ninguém nos visse...

 

 

02
Out19

Tranquilidade

C.S.

Talvez seja por estar a trabalhar, este ano letivo, a 5 minutos de casa, (que maravilha!), ou ou por estar a comer melhor e, com isso,  já ter perdido 17kg.

Talvez seja a autoestima que aumentou ou a estabilidade e felicidade que o casamento me dão. 

Talvez seja por estar a fazer mais exercício físico ou por estar a viver a paz que os 30's nos trazem.

Talvez seja tudo junto. Aposto que é isso!

Mas sinto-me tranquila. Sinto-me em paz. 

E é tão maravilhoso este sentimento. 

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Espero que a vossa semana esteja a ser iluminada. 

09
Set19

E só um post rapidinho e egocêntrico antes dos 33

C.S.

Hoje é o último dia em que tenho 32 anos e apercebo-me que, neste momento, estou totalmente em paz com a minha idade e também com aquilo que sou. Que sorte, não é? Sinto-me grata por isso. Sei o caminho que fiz até aqui e estou orgulhosa dele. 

 

Oxalá chegue aos 50 a achar o mesmo.

 

(O que vos direi em seguida é sobre algo que aconteceu nos últimos meses, contudo, quero deixar claro que, quando digo que estou feliz por estar onde estou não me refiro ao que vou descrever a seguir, mas sim à minha existência. )

 

Em abril, como eu vos contei, comecei a fazer dieta. Podia ser mais uma, mas não é, porque esta é a que está a resultar para mim. Muito. Já perdi 16kg. Estou focada. E já percebi que isto é todo um processo. Estou a ser acompanhada por uma pessoa que é extremamente profissional e dedicada e isso dá-nos força e vontade de continuar nos dias mais cinzentos. 

 

Agora estou na fase em que ando a fazer uma espécie de reeducação alimentar e acho que era mesmo disso que eu precisava. Chegar aqui para compreender. Porque temos de saber o que funciona para nós. Uma das minhas frustrações, no que toca a dietas, era que elas funcionavam nos outros, mas não em mim. Nós temos de conhecer o nosso corpo, compreendê-lo e identificar o que ele precisa, saber que o é de facto essencial. 

 

Falando em essencial... Acho que é fulcral, a bem da nossa sanidade mental, aceitar aquilo que somos e compreender o que nunca seremos. Por mais peso que eu perca eu nunca serei o tipo de pessoa a quem se diz "Que magra que está! Olha para aquelas pernas tão magras!". Não. Porque o meu corpo não é assim. Tenho a estrutura óssea larga. E um metabolismo que parece estar a acordar agora. Mas está tudo bem. Estou a perder peso para me sentir bem e ser mais saudável, mas estou em paz com as minhas formas roliças. Eu tenho uma meta. Chegarei lá. Mas essa meta não é ser magra. A minha meta é ser feliz comigo mesma. 

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Agora deixem-me ir que tenho pouco tempo e muito para fazer. 

 

17
Ago19

Falemos de férias...

C.S.

Agora que a pessoa já sabe que terá trabalho por mais um ano, até já tem vontade para falar/escrever sobre as férias. 

Vou-vos revelar por onde irei andar dentro de uns dias e, assim, aqueles que me seguem no Instagram poderão ir vendo algumas fotos da viagem e, eventualmente, alguns stories também. 

Nos últimos dois anos, as nossas férias de verão foram passadas nas Canárias (aqui e aqui). Por isso, este ano propusémo-nos a afastar-nos de Espanha. Por mais que eu goste do país e que sinta sempre vontade de visitá-lo, este ano decidi dar um tempo. A bem da relação. Certamente que quando voltar será tudo ainda mais intenso. Eu e Espanha, eternas amantes, sem dúvida.

 

Mas para onde ir?

 

Ideias não me faltavam. Mas o dinheiro não abunda. Triste realidade à qual não podemos fugir. E ainda há a questão, que todos bem conhecemos, de agosto ser o pior mês para ir de férias, certo? Eu se tivesse escolha nunca gozava férias em agosto, garanto-vos. Locais lotados, preços elevados e para ir para fora da Europa não chega a ser o melhor mês, longe disso. Um problema de primeiro mundo, é verdade, mas ainda assim bem real. 

 

Posto isto, eis que tivemos uma bela ideia. Na tentativa de fazer umas férias mais económicas e de fugir das multidões de turistas, decidimos, finalmente, seguir o melhor slogan que o turismo de Portugal alguma teve, (data de 1995, sabiam?): Vá para fora cá dentro. E é o que faremos. Andaremos por Seia, Lamego, Viseu, Aveiro, Coimbra e Batalha. Num total de 10 dias queremos ficar a conhecer uma zona de Portugal que ainda é um pouco desconhecida para nós. 

(Imagem aqui)

 

(Imagem aqui)

 

(Imagem aqui)

E é agora que peço a vossa colaboração, quem souber de locais, atividades ou restaurantes imperdíveis nestas zonas, por favor, transmitam-me o vosso conhecimento nos comentários

 

Resta-me dizer-vos que estou cada vez mais entusiasmada com estas férias e que já não vejo a hora de ir. Repararam bem na beleza das fotos que partilho aqui? Uau!

 

Fica a promessa de vos contar tudo no final das férias. 

 

02
Mai19

E se te apetecer dançar no meio da rua?

C.S.

E se te apetecer dançar no meio da rua? Dança!

Não é por acaso que dançar e/ou beijar à chuva é um dos clichés de Hollywood. Pois, representa algo que todos temos convencionado que não se deverá fazer, (andar à chuva sem proteção, não é?). Para mim, uma cena dessas sempre representou os pequenos prazeres da vida, que tanta satisfação nos dão. Um momento de felicidade genuína. Quando os dois amantes correm para os braços um do outro sem que importem as condições climatéricas ou os olhos que os observam. Todos adoramos estas cenas, certo?

(Imagem aqui)

 

Então, porque não o fazemos mais na nossa vida? Quantas coisas deixamos de fazer por vergonha ou medo do julgamento alheio?

Acho que quantas mais vezes formos desafiando esses receios mais livres nos sentiremos. 

Desde pequenos que somos formatados para nos comportarmos de determinada forma, mas quem diz que não podemos usar a nossa criatividade e, de vez em quando, soltar o nosso lado mais selvagem/infantil/livre?

(Imagem aqui)

Pessoalmente, penso que me agarro muito ao comportamento convencionado, mas gosto quando tenho a capacidade de fazer algo fora da caixa e saber aproveitar esse momento. Não estou a dizer que o faça frequentemente, mas gosto quando acontece. 

 

E vocês?

Com que frequência dançam onde vos apetecer?

Que atividades fazem fora do comum/convencional?

Já deixaram de fazer determinada coisa por vos estarem a observar?

 

07
Mar19

Boa tarde.

C.S.

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Estão a ter uma boa tarde? 

Quantas vezes já sorriram hoje? 

Já pararam para apreciar algo de que gostem mesmo? 

Quando foi a última vez que fizeram algo só para vocês mesmos? 

Quando foi a última vez que se sentiram felizes?

O que é preciso para que o dia vos pese menos? 

 

Não, não vim até cá simplesmente para divagar. Passei por cá para vos relembrar que as pequenas coisas também nos fazem felizes. Às vezes, (sempre?), são apenas essas que importam. 

 

Não deixem o dia terminar sem fazer alguma coisa que vos proporcione um momento de prazer. 

 

E eu?

Neste preciso momento: uma fatia de bolo acabado de fazer, um café e um livro. 

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