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há mar em mim

22
Jan20

Fui renovar o meu passaporte e...

C.S.

De todas as burocracias que temos de tratar ao longo das nossas vidas esta é a que menos me custa fazer, para ser sincera, quase que a faço com alegria. Porquê? A resposta é óbvia, não é? 

O passaporte representa liberdade, a oportunidade para descobrir todo um mundo novo. Traz-nos também uma certa independência. Muitas vezes olho para o passaporte e penso: És livre de ir onde quiseres, não é este um sentimento libertador? 

Ir. Conhecer novas culturas e novas pessoas. Ir e seres tu própria fora da tua zona de conforto. Ir e lidar com o imprevisto. Ir e descobrir mais, mais sobre ti e mais sobre tudo o que te rodeia. Viajar é isto. 

Viajar é das coisas que mais felicidade me traz, só de pensar no assunto já fico com um sorriso indisfarçável no rosto, e 2020 será o ano em que vou viajar para um dos destinos que consta na minha bucket list. E não, ainda não vos vou dizer qual é. Mas vai ser incrível! 

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(Imagem aqui)

03
Dez19

Talvez este seja mesmo o meu mês preferido

C.S.

(Imagem aqui)

 

Dezembro está aí.

Com as suas luzes mágicas e os filmes que nos fazem sonhar. 

Com o frio, tal como deve ser. 

Com os planos com a família a serem delineados.

Com a mantinha no sofá e o aconchego de uma bebida quente. 

Dezembro está aí.

E o Natal à porta. 

Com as músicas que nos emocionam.

Com os corações mais predispostos para fazer o bem.

Com os reencontros prestes a acontecer.

Dezembro está aí.

E o final do ano ao virar da esquina.

Com novos planos a nascer.

Novos sonhos.

A mesma meta: ser feliz. 

Dezembro está aí...

30
Jan19

O que queres fazer?

C.S.

O que queres fazer?

 

É terrível esta pergunta.

Assustou-me no 9º ano, quando eu tinha 14 anos e tive de tomar uma decisão para o futuro. Na altura eu sabia duas coisas: que queria que o Benfica fosse sempre campeão e que as únicas aulas que me entusiasmavam verdadeiramente eram as de Português. Dessem-me textos para ler e temas para escrever e eu era uma adolescente feliz.

 

Fantasiava com o amor. Era romântica e nostálgica e sonhava com uma vida melhor. Os livros eram o meu aeroporto, numa altura em que eu ainda não fazia a mínima ideia do aspeto de um. Ninguém me ajudou na decisão, naquele ano de 2001. Porquê? Porque na minha família impera a baixa escolaridade, (os meus avós, maternos e paternos, foram toda a vida analfabetos, por exemplo.), e a minha mãe ouvia-me mas, compreendo hoje, não estava minimamente dentro do sistema de ensino e não tínhamos consciência lá em casa do peso da decisão que eu ia tomar. Sorte a minha, nunca poderia ter sido outra. As humanidades eram o que me apaixonava e os testes psicotécnicos evidenciaram isso mesmo.

 

Fiz o secundário com poucos percalços, mas um deles foi compreender tardiamente que as notas do secundário seriam o meu bilhete de acesso ao ensino superior. Por esta altura comecei a achar que queria uma vida de jornalista, (como não desejar ganhar a vida a escrever?!), ao mesmo tempo em que me rendia à fotografia, ainda que não tivesse qualquer equipamento, fascinava-me o facto de poder conservar para sempre um instante. 

 

Sonhava em viver perto do mar ou mudar-me para o Porto com a minha melhor amiga, onde dividiríamos casa e seriamos universitárias empenhadas.

 

Acontece que nada disto aconteceu. 

 

Por um infeliz acaso eu fiquei mais um ano na secundária e os meus amigos foram às suas vidas. A minha melhor amiga não foi para o Porto, nem para Lisboa, que era a sua segunda opção. Ficou em Évora. E eu? 

 

Eu senti-me meio abandonada durante uns tempos. Depois arregacei as mangas e fiz o que tinha a fazer. Trabalhei durante o verão. Fiz 18 anos e recebi o meu primeiro ordenado no mesmo dia. Entrei no 12º outra vez. Nunca tinha repetido um ano e foi estraníssimo. Saí do grupo de teatro porque já não era a mesma coisa, pois faltavam-me as minhas pessoas, mas melhorei algumas notas e concluí a que havia para concluir. Tirei a carta. E fui pensando no futuro. A professora de Português dizia-me para ler Cartas a Um Jovem Poeta, de Rilke, com o intuito de me inspirar, enquanto a professora de Psicologia me falava de um novo curso na Universidade do Algarve. Também me disse que a língua espanhola era a próxima língua a entrar em força nas escolas. 

 

E eu ponderava. Ponderei até ao último momento. Até não poder mais mesmo. E sem certezas de nada, sem exemplos próximos, tive medo de colocar os meus pais numa situação económica delicada e decidi-me pelo curso que me daria a oportunidade de ficar em casa - Línguas, Literaturas e Culturas - Estudos Portugueses e Espanhóis. 

 

Nunca sonhei ser professora, mas foi no que me tornei. A minha profissão já me deu muitos momentos felizes. E no entanto, não sei se é o que quero ser a vida toda. E este assunto é como uma dorzinha chata. Não mata, mas mói. 

 

Talvez seja só o cansaço a falar. Talvez estas palavras sejam motivadas pela quantidade insana de trabalho que tenho enfrentado ultimamente, (este ano tenho mais de 150 alunos!), mas a verdade é que estou cansada. A segunda verdade é que ainda existe em mim o sonho infantil de viver de e para as palavras. O que é uma grande idiotice, eu sei. E sim, sei como é difícil arranjar emprego hoje em dia e sei que não tenho experiência em mais nada que valha a pena para além do ensino. Eu sei tudo isso. E contudo... 

 

O que queres fazer?

 

Ainda é uma pergunta que me assusta. 

(Imagem aqui)

21
Jan19

A minha Bucket List

C.S.

Hoje é segunda-feira e em vez de passar o dia a lamentar-me decidi parar e pensar um pouco sobre a minha Bucket List, que é como quem diz: a lista de coisas que gostaria de fazer antes de morrer. Nunca fiz nenhuma e parece que hoje será o dia. 

 

Acho gira esta ideia de lista de desejos. Creio que é importante ter sonhos e não deixar que eles morram e organizá-los ajuda-nos a ter uma ideia do caminho que temos de percorrer. Na Bucket List cabe tudo, não há ideias demasiado loucas ou impossíveis, porque os sonhos não têm limites, como vocês sabem.

 

Sonhar não custa e aproveitar o momento também não. Deixo-vos uma das frases mais célebres de umas das minhas séries preferidas de sempre que creio que ilustra bem o espírito de uma Bucket List.

(Imagem aqui)

 

Quem quer viver 100 anos sem ter vivido realmente? Ninguém. Não é? Por isso temos que fazer com que o nosso tempo valha a pena. 

 

Vamos lá à minha Bucket List:

 

1. Conhecer, pelo menos, uma cidade de cada país da Europa.

2. Ir a Nova Iorque.

3. Passar um Natal num Chalé nas montanhas.

4. Ir ao México.

5. Visitar Machu Picchu.

6. Ir a Cuba.

7. Fazer um Safari na Tanzânia.

8. Escrever um livro.

9. Ver uma aurora boreal. 

10. Ir ao Brasil. 

11. Viajar pelo Sudeste Asiático.

12. Saltar de paraquedas.

13. Ver a palavra "Hollywood" em Los Angeles. 

14. Mudar de cidade.

15. Ver o céu estrelado no deserto.

16. Andar de helicóptero. 

17. Nadar nas águas de Zanzibar.

18. Conduzir umas centenas de kilómetros na Route 66. 

19. Ir a um restaurante que tenha estrelas Michelin.

20. Viajar pelas Cinque Terre.

21. Mergulhar na Lagoa Azul na Islândia.

22. Fazer uma viagem sozinha. 

23. Fotografar um pôr-do-sol na África do Sul. 

24. Comprar uma mala icónica e intemporal. 

25. Renovar os votos de casamento quando celebrarmos 25 anos. 

 

09
Out18

Sonhos matinais

C.S.

Sinto o frio da manhã. 

Sorrio. Tinha saudades dele. 

Lá fora já há barulhos sem fim...

...a vizinha que tira o carro da garagem para levar a miúda à escola.

...os passarinhos que cantam na inocência da sua existência.

...uma mota que acelera sabe-se lá para onde...

...o cão do prédio da frente que quase nunca ladra, mas que agora está a fazê-lo com fervor.

A vida a avançar. Todas as manhãs ao seu próprio ritmo.

A vida a pulsar. Todos os dias, sem exceção.

Espreguiço-me. 

Também está na hora de eu avançar. 

É hora de calçar os sapatos rasos e enfrentar a loucura que me espera assim que atravessar a porta. 

Faço-me à vida.

Com o que tenho. 

Com o que sonho ter.

Faço-me à vida.

Na esperança.

Sempre na esperança de alcançar o mundo, por inteiro. 

Conhecê-lo. Torná-lo meu. 

O mundo. Tão grande. Imenso. 

E, no entanto, tão ao alcance. 

Meu. 

Teu. 

Nosso.

O mundo todo. 

Nosso e para sempre. 

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(Imagem aqui)

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