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há mar em mim

20
Dez18

É tempo para refletir, respirar e apreciar!

C.S.

É tempo de pausa. De correr apenas em direção a abraços apertados. 

É tempo para refletir. Pensar no que fizemos, arrumar e seguir em frente. 

É tempo para respirar. Apreciar os cheiros típicos desta época, deixá-los invadir-nos. 

É tempo de apreciar. Olhar à nossa volta, absorver e agradecer. 

Tenho andado num corrupio. Sem tempo para nada, sempre à pressa, sempre em stress e isso tem-se refletido até aqui, neste espacinho de que gosto tanto, mas que acaba por ser dos primeiros a ficar para trás quando não tenho mãos a medir. 

Já tenho todas as prendas de Natal compradas, fi-lo com tempo, já há alguns anos que adoto esta estratégia, comprar tudo cedo, para que o Natal - que adoro! - não seja mais um motivo de stress. 

O trabalho é que tem sido imenso. Desgastante. Mas agora está em pausa. Agora é para ver filmes, ler, beber bebidas quentes, ouvir músicas que nos enchem o espírito. Agora é para amar, dar, viver. Entregarmo-nos inteiramente. 

Deixem-se ir... E fiquem com esta intemporal. Linda. 

 

 

 

12
Nov18

É o tempo que nos faz

C.S.

O tempo é, para mim, um dos grandes mistérios do universo. 

Não é palpável. Muitas vezes não o sentimos e, no entanto, se olharmos com atenção conseguimos vê-lo.

Este fim-de-semana que passou vi O Tempo.

Vi-O.

Vi-o claramente. 

Pude observar a forma como ele passa por nós. Impiedoso. Acutilante. 

Vi-o nas rugas da minha mãe. 

Estava nos cabelos brancos do meu pai.

Transformou a minha irmã. Já não é a menina de quem tenho de cuidar. É agora outra coisa. Quase adulta, acho. Feliz, espero. 

Estava em casa dos meus sogros. Quase disfarçado. Mergulhando tudo numa espécie de decadência. 

Mostrou-se evidente nos meus primos... Nos de 5, 11, 21 e 40 anos. 

E quando o vi na minha sobrinha quase lhe implorei que andasse devagarinho. Que a deixe ser menina, inocente e feliz sempre. 

Muitas vezes não sei o que o tempo fez comigo. 

Sei que me moldou. 

Porque não para. 

Não volta.

Não se arrepende. 

O tempo que nos trespassa e repassa.

E corre. A um ritmo perfeito e só seu, que ninguém consegue acompanhar. 

O tempo que se ri de nós. 

Ano, após ano, na sua eternidade. 

Ri. Brinca. Faz o que quer. 

Deixa-nos viver.

Mas de vez em quando exibe-se.

Olha-nos nos olhos, só para nos lembrar que anda por aqui. 

Lembra-nos que, ao contrário de nós, é imortal. 

Que nós não temos tempo a perder.

(Imagem aqui)

 

07
Jun18

Lembram-se?

C.S.

Ainda se lembram daquele tempo em que toda a gente andava a dizer que íamos morrer secos porque nem uma gota de chuva havia caído e que já não tínhamos inverno?

 

Agora é só... 

- "saudades do verão"

- "primavera falsa"

- "já chega de chuva"

- "quero sol"

- "parece que estamos em novembro"

- "em dezembro vamos andar de manga curta"

- "vamos comer bolo rei na praia"

 

Parecemos bipolares, não parecemos? Tenham calma, pessoas. Ainda vos hei de ouvir dizer "está um calor que não se aguenta...". 

 

IMG_20180419_180104_201.jpg

 

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