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há mar em mim

12
Fev19

Tudo o que a vida faz ou tudo o que fazemos à vida?

C.S.

(Imagem aqui)

 

Qual é a vossa opinião? As nossas ações têm influência no que pode aparecer no nosso caminho? 

Eu tendo a acreditar que sim. Ainda que o ser humano seja condicionado por uma série de fatores externos a si, ele tem a capacidade de mudar o rumo. 

Por isso aprendemos a nadar, a construir estradas, a melhorar cada vez mais os meios de transporte. O ser humano é um insatisfeito. E isso não é mau. A inquietação dá-nos a capacidade de sermos melhores. De procurar mais.

Eu ando inquieta. Ando a traçar um plano para ser um pouco mais, ou pelo menos para tentar sê-lo. Porque as nossas raízes são invisíveis, para que não nos prendam. 

No que toca a viagens, eu acho sempre que ir é melhor que ficar. Porque não alargar o conceito à nossa vida e não apenas à hora de partir para férias?

12
Nov18

É o tempo que nos faz

C.S.

O tempo é, para mim, um dos grandes mistérios do universo. 

Não é palpável. Muitas vezes não o sentimos e, no entanto, se olharmos com atenção conseguimos vê-lo.

Este fim-de-semana que passou vi O Tempo.

Vi-O.

Vi-o claramente. 

Pude observar a forma como ele passa por nós. Impiedoso. Acutilante. 

Vi-o nas rugas da minha mãe. 

Estava nos cabelos brancos do meu pai.

Transformou a minha irmã. Já não é a menina de quem tenho de cuidar. É agora outra coisa. Quase adulta, acho. Feliz, espero. 

Estava em casa dos meus sogros. Quase disfarçado. Mergulhando tudo numa espécie de decadência. 

Mostrou-se evidente nos meus primos... Nos de 5, 11, 21 e 40 anos. 

E quando o vi na minha sobrinha quase lhe implorei que andasse devagarinho. Que a deixe ser menina, inocente e feliz sempre. 

Muitas vezes não sei o que o tempo fez comigo. 

Sei que me moldou. 

Porque não para. 

Não volta.

Não se arrepende. 

O tempo que nos trespassa e repassa.

E corre. A um ritmo perfeito e só seu, que ninguém consegue acompanhar. 

O tempo que se ri de nós. 

Ano, após ano, na sua eternidade. 

Ri. Brinca. Faz o que quer. 

Deixa-nos viver.

Mas de vez em quando exibe-se.

Olha-nos nos olhos, só para nos lembrar que anda por aqui. 

Lembra-nos que, ao contrário de nós, é imortal. 

Que nós não temos tempo a perder.

(Imagem aqui)

 

02
Nov18

Atualização de sexta-feira

C.S.

Estou aqui na hora de almoço e lembrei-me de passar por cá. 

Como estão? 

 

Esta semana não fui muito presente. 

A inspiração tem andado nublada. Como o tempo.

As palavras têm ficado presas nas pontas dos dedos e não tenho conseguido soltá-las. 

Os dias têm-se passado entre os afazeres obrigatórios e uma ou outra atividade mais prazerosa. Para dar brilho à vida. 

Sinto o Natal a aproximar-se lentamente. Sorrio-lhe. Gosto sempre de sentí-lo por perto. 

Ainda não comi castanhas, mas já ouvi dizer que não estão grande coisa. Não sei se é verdade. 

Já fiz a mudança das roupas. Tarefa enfadonha que chega sempre com as novas estações, mas que nos ajuda a filtrar. 

Compreendi que tenho de fazer um investimento em blusas de inverno. Veremos...

E tenho sonhado com um fim-de-semana em que me vou escapar... Que emoção!

Não tenho planos para novembro. Gosto de ir ao sabor da corrente. 

Quero fazer duas ou três coisas este mês e ser maioritariamente feliz. 

Como sempre quero. 

Acho que é essa a meta da minha vida:

ser maioritariamente feliz!

(Imagem aqui)

24
Out18

A vida (mais ou menos) como é...

C.S.

Somos eternos insatisfeitos.

Bem sabemos...

Queremos sempre o que jamais teremos. 

Complicamos a nossa vida.

Aos 5 só queremos gastar todas as horas do dia a brincar. O tempo nunca é suficiente. 

Quando temos 15 queremos ser adultos, conduzir, experimentar tudo...

Chegam os 20 e tudo nos parece possível, exceto o dinheiro para não ter de depender dos pais.

Aos 30 desejamos poder ter 20 outra vez, repetí-los eternamente.

Nos 40 queremos que tudo esteja estável, mas a vida não é assente em pilares, mas sim em pântanos. Temos de aprender onde pisar. 

Aos 50 sentimos uma juventude fictícia.

Já nos 60 lembramo-nos melhor do que aconteceu aos 15 do que aquilo que jantámos ontem.

Nos 70 queremos acreditar que os filhos e os netos ficarão para sempre bem.

Aos 80 desejamos não ter dores.

Nos 90 existem dois tipos de pessoas: as que desejam chegar aos 100 e as que desejam morrer.

(Imagem aqui)

 

29
Ago18

Rasgos de vida

C.S.

Já deram por vocês a viver um momento e pensarem, naquele exato instante, que é único e irrepetível?

Começam a ter saudades ainda antes de terminar.

Devíamos viver para esses momentos...

O mundo desacelera um pouco.

Estamos numa bolha.

Sentimos.

Cheiramos. 

Não queremos que termine. Nunca. 

Queremos que o tempo pare. Mas ele foge.

Absorvemos tudo. 

Nada importa. 

Há o presente e é tudo quanto baste. 

Sempre. 

A vida plena.

De sabor.

Cor.

Cheiros.

Sentimentos.

A vida repleta.

De alegria.

Risos.

Sol.

Toques.

A vida completa. Num instante. 

Um para sempre fugaz e eterno. 

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(Imagem aqui)

14
Ago18

Conversas de uma tarde de verão

C.S.

Há dias calhou perguntar a alguém o que preferia:

- A casa dos teus sonhos ou fazeres uma volta ao mundo?

A pessoa em questão ouvia-me com atenção, sorriu e respondeu sem hesitar: 

- A casa, claro.

 

Eu já sabia que a resposta seria essa. Conheço a pessoa a quem dirigi a pergunta demasiado bem. Educou-me. Transmitiu-me valores. Sei o que a faria feliz. E sei que na minha família a maioria, se não todos, daria a mesma resposta. 

 

- Eu escolheria viajar, sem dúvida. Sem qualquer tipo de hesitação. Já viste como o mundo é grande e ao mesmo tempo tão pequeno que nos é acessível? Quem me dera poder conhecer o maior número de pessoas e culturas... 

(Imagem aqui)

 

E entretanto calei-me. Fiquei por aqui. O que eu estava a dizer, o que eu pudesse argumentar não iria fazer sentido para o meu interlocutor.

Respirei fundo... Fechei os olhos e pensei: não há nada que me ensine tanto quanto viajar. Ir a outros lugares proporciona-nos a oportunidade de nos tornarmos mais humildes e tolerantes, permite-nos relativizar e ajuda-nos a ter cada vez mais empatia e compaixão. 

O que nos ensina uma casa grande? O que nos faz enquanto pessoas um carro da marca X, Y ou Z? Muito pouco ou nada. 

Por outro lado, compreendo muito bem a escolha da casa. Vinda daquela pessoa, conhecendo o contexto em que cresceu e a forma como foi educada, sabendo as privações por que passou, sei que a resposta não poderia ser outra. A casa seria para si um sinónimo de estabilidade, uma forma de deixar de contar tostões, a realização de que havia alcançado algo, visível e palpável.

Compreendo-o. Compreendo-te, pai. Quem me dera poder dar-te a tua estabilidade e segurança. Sei que achas que a resposta que eu te dei é uma perfeita loucura. Mas de alguma forma, quando eu comecei a entender a dimensão daquilo que nos rodeia e a compreender que não temos de nascer, viver e morrer no mesmo sítio, um mundo novo abriu-se para mim e jamais quero que ele se feche. 

Apercebo-me agora que as últimas três ou quatro gerações da nossa família têm vivido confinadas entre quatro paredes. E sabes o que eu sinto? Uma enorme vontade de parti-las todas. A primeira já foi e já consegui rachar a segunda. 

Não há nada como a sensação de sentirmo-nos livres. 

Eu posso ir onde eu quiser. 

(Imagem aqui)

 

 

 

02
Ago18

A vida.

C.S.

Romper com as predefinições,

Que hoje eu vou por mim.

Traço o meu caminho. Faço-me à estrada.

Sem medos.

Sem arrependimentos.

Os olhos postos apenas no que está além.

No desconhecido.

Um salto assente em determinação,

Que hoje eu vou por mim.

Não interessa o passado.

E do presente levo o impulso.

Busco o amanhã. O que me espera lá.

A estrada é longa, mas não assusta. 

Impele-me.

Chama-me.

E eu vou.

Porque a vida é hoje e amanhã.

Porque os planos vão-se construindo.

Porque o desconhecido é, nada menos, que sedutor.

Eu vou.

Hoje faço-me à estrada e levo na bagagem imensos sonhos por realizar.

 

IMG_20180730_085118_252.jpg

 (Texto inspirado por esta minha foto.)

 

 

 

05
Jun18

A dormência dos dias

C.S.

Os dias sucedem-se e nós sucedemo-nos com eles.

Felizmente.

A vida passa e nós procuramos acompanhá-la. Às vezes superá-la.

Os dias entorpecem-nos os sentidos,

mas há sempre minutos em que conseguimos parar, respirar, apreciar.

Ultrapassar a monotonia. 

Correndo atrás de um pôr-do-sol.

Rindo até nos doerem os músculos.

Prolongando jantaradas.

Abraçando de forma apertada. 

Desfrutando.

Das pessoas.

Dos lugares.

Dos cheiros e sabores. 

Do que sentimos. Inteira e verdadeiramente. 

A vida é feita de tudo, mas também de nada. 

De pequenos nadas, que se transformam. 

Que nos transformam. 

Os dias sucedem-se, mas não nos deixam iguais. 

Somos sempre mais. 

Mais um pouco do que fomos há instantes atrás. Menos um pouco do que seremos.

Avancemos!

 

(Imagem aqui)

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